domingo, 22 de janeiro de 2012

História- O gaúcho que fundou a melhor escola de guerra na selva do mundo (CIGS).


Muitos falam sobre o Centro de Instrução de Guerra na Selva do Brasil (CIGS), considerado o melhor centro desse tipo no mundo por muitos soldados estrangeiros. Mas poucos falam ou sabem quem o criou. Concordo plenamente sobre a nossa fama de melhores.Claro, não somos os únicos que possuem uma unidade especializada em combater nesse ambiente. Confiança deve ser algo muito diferente de arrogância e nacionalismos cegos. Isso é sempre bom lembrar aos mais  grandiosos sonhadores. Mas sei que tal centro que é modelo mundial, muito nos orgulha quer por educar, preservar a nossa flora e fauna ou ensinar a proteger nosso povo e nossa soberania de vizinhos complexos.

O patrono e fundador do CIGS, o Coronel de artilharia Jorge Teixeira de Oliveira veio do sul do Brasil. Nasceu em 03 de junho de 1921, na cidade de General Câmara - Rio Grande do Sul. Inúmeros foram seus feitos e destacadas foram suas atuações, conforme atestam os elogios recebidos de seus chefes, sempre enaltecendo seu espírito inquieto, sua vontade inquebrantável, seu caráter firme e sua competência profissional. Jorge Teixeira de Oliveira, brasileiro provavelmente de diversas origens inspira ainda hoje brasileiros de todas as partes do Brasil e que acreditam que com conhecimento, garra e perseverança o "quase" passe a ser "certeza".

Para capacitar o núcleo inicial de recursos humanos que formaria o corpo docente, o então major TEIXEIRA — " Teixeirão" , como o chamavam os mais próximos — e uma equipe de militares foram enviados ao Panamá e tornaram-se os primeiros "jungle experts" brasileiros no Jungle Operations Training Center (USAJOTC). Após o curso, o Major ( na época) Teixeira iniciou um trabalho fantástico de erguimento da estrutura que redundou na formação, em curtíssimo prazo, da primeira turma de guerreiros de selva, em 19 de novembro de 1966.

Mantido e administrado pelo Exército Brasileiro, o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) foi criado em 02/03/1967.Como primeiro Comandante do CIGS, coube-lhe a escolha, a delimitação da área da sede do campo de instrução e a construção dos pavilhões que deram personalidade ao Centro de Instrução de Guerra na Selva.

Sua atuação e comportamento transcendeu a vida militar, tendo conquistado o carinho e admiração a população amazonense, que certa de sua sinceridade de propósitos e de seu valor, agradecida pelos inúmeros feitos e benefícios que a sua atuação trouxe para o Estado, outorgou-lhe, numa prova eloqüente de reconhecimento e de gratidão, o honroso título de Cidadão do Amazonas, que lhe foi entregue pela Assembleia Legislativa do Estado.

A ele também se deve o brado de Selva! Conta-se que na época de sua criação, o CIGS não dispunha de ficha de serviço de viatura em seus primeiros dias, o que levava à sentinela perguntar o destino das viaturas que saiam do quartel. Quase sempre recebia uma resposta apressada e lacônica — Selva! — era seu destino. A resposta curta, tão repetida, fez-se saudação espontânea e vibrante, alastrou-se, expandiu o seu significado, ecoou por toda a Amazônia contagiando a todos com o mesmo ideal.

O CIGS, além do ensino em guerra na selva conforme doutrina brasileira para militares de todas forças armadas brasileiras, também presta serviços gratuitos à comunidade de Manaus, tais como aulas teórico-práticas de preservação do meio ambiente e fauna amazônica e recuperação de animais para devolução ao seu habitat natural. O CIGS possui um zoológico e recebe cerca de 5000 visitantes por mês, entre turistas, estudantes e comitivas nacionais e internacionais.







Faleceu em 28 de janeiro de 1987

Viste o Zoológico do CIGS – Centro de Instrução de Guerra na Selva* (1/13/1999/000105-9) mas RESPEITE A SELVA E A NATUREZA POIS DEPENDEMOS DELA
Avenida São Jorge, 750 – São Jorge – CEP: 69033-010, Manaus – Amazonas (AM)
Telefone: (92) 2125-6400 / (92) 2125-6448? / (92) 2125-6464 / (92) 2125-6460
Ingressos: R$ 2,50 adulto, crianças até 12 anos não pagam, mas devem estar acompanhadas de responsáveis.
De terça-feira a domingo das 9 às 16:30 horas. Home-page: www.cigs.ensino.eb.br

Tal especialidade, o combate na selva, irá ser comentada em um futuro post. Lembramos que o combate em selva faz parte do conhecimento de soldados de forças especiais, porém somente o soldado de selva não pode ser considerado um soldado de forças especiais, embora seja um combatente mortal em ambiente de selva.

Selva!!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Diferenciando as forças especiais 2: Como ser um comando? Qual o seu hino? Como atuam hoje?


Origem: Unidades militares tipo comandos existem desde o nascimento da guerra. Homens altamente trainados, selecionados de modo peculiar para pensarem fora da caixa e decididos a arriscas a vida para proteger os seus ideais existem desde os 300 de Esparta.

Mais recentemente, durante a II guerra mundial, o Reino Unido criou os comandos britânicos que atormentaram os nazistas. De grande parte desta unidade, nasceu o SAS, uma elite de soldados ainda mais especializados  que deram origem as forças especiais modernas. O SAS seleciona qualquer militare que passe no seu processo seletivo complexo.

Simbologia: A “Faca na Caveira” é o símbolo da tropa de Comandos do Brasil. A história na internet  relata, que a “Faca na Caveira” se originou nos campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial quando um militar de uma equipe de Operações Especiais que combatiam as tropas alemãs, conhecida como “Comandos”, crava um punhal na caveira que decorava a mesa em um dos abrigos Nazistas e brada: “vitória sobre a morte”. Com esse gesto, queria dizer que os Comandos que representavam a vida, estavam virando o jogo e vencendo a morte. A partir daquele momento, o emblema do punhal cravado no crânio passou a ser símbolo das equipes de operações especiais em todo o mundo.

A verdade sobre a faca na caveira dos comandos do Brasil pode ser lida neste artigo aqui, a história do símbolo dos comandos. 

Como ser um comando? O aluno deve ser militar profissional(no Brasil isso ainda é conseguido através de concursos Os oficiais(via Academia Militar das Agulhas Negras), subtenentes e sargentos(Escola de Sargentos das Armas) de carreira que integram as frações da unidade possuem o Curso de Ações de Comandos, que tem duração de 16 semanas, considerado um dos cursos operacionais mais exigentes das Forças Armadas, sendo a conclusão com exito do curso de paraquedista militar da Brigada de Infantaria Pára-quedista, um pré-requisito para ingressar no curso de ações de comandos. O currículo do curso inclui disciplinas como organização e emprego dos comandos; armamento, munição e tiro; topografia; comunicações; explosivos e destruições; combate em áreas edificadas; natação utilitária; combate corporal e especialização em ações nos ambientes operacionais de selva, caatinga, montanha e pantanal.

Os soldados e cabos do batalhão, são militares que passam por um criterioso processo de seleção antes e durante a incorporação, e são brevetados comandos após concluírem o curso de formação específico que tem duração aproximada de três meses, que explora ao máximo o caráter prático das instruções, sem exigir no entanto aspectos ligados ao planejamento operacional como aos militares profissionais.

Lema: "O máximo de confusão, morte e destruição na retaguarda profunda do inimigo."


Hino:  Letra e música de Benedito Ferraz de Oliveira

Na paz ou na guerra sempre há

um comandos preparado para lutar

se a pátria lhe pedir está pronto para partir

não importa o lugar

na selva, na montanha ou no mar

onde seja necessário atuar

surge do céu seu braço forte

se preciso enfrenta a morte

sua estrela há de brilhar

o céu é seu abrigo,

o solo o seu colchão

à retaguarda do inimigo

levar a morte e grande confusão

surpresa e sorte natural

acompanham a caveira e o punhal

quando a chuva for intensa

e a escuridão imensa é a hora ideal

o rosto dos comandos ninguém vê

suas garras quem sentir não viverá

o ataque é mortal com destruição total

a missão se cumprirá

o céu é seu abrigo,

o solo o seu colchão

na retaguarda do inimigo

leva a morte e grande confusão


Atividades modernas conhecidas:


1991- Guerrilheiros da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, adentraram o território brasileiro e atacaram um pequeno contigente de fronteira do Exército Brasileiro, a resposta foi imediata, e o Batalhão de Forças Especiais a qual a Companhia de Ações de Comandos era subordinada, realizou em conjunto com outras unidades, uma operação de retaliação, a Operação Traíra, e o resultado foi o de 12 guerrilheiros mortos, inúmeros capturados, maior parte do armamento e equipamento recuperados, e desde então, nunca mais se soube de invasões das FARC em território brasileiro, e muito menos de ataques a militares brasileiros.


Anos 2000-Recentemente sob a égide das Nações Unidas, o 1º Batalhão de Ações de Comandos teve papel decisivo no combate a grupos paramilitares que assolavam o território haitiano e causavam grande instabilidade política no país.