terça-feira, 19 de junho de 2018

Da guerras dos bôeres a Copa do Mundo de 2018: seleção de futebol inglesa participa de treinamento dos comandos britânicos



Quem viajou para fora como Estados Unidos, Reino Unido, França entre outros lugares constatou que militares tem simpatia do povo. Em terras australianas constatei que o povo  igualmente respeita os militares que combateram na II guerra e no Vietnam. Nem todos recebem o valor do militar soldo norte-americano (um dos mais bem pagos do planeta) mas em quase todos estes lugares os militares tem valor e reconhcimento.

A realeza do Reino Unido por exemplo possui um grande respeito pelos militares e os membros masculinos da realeza estudaram em academias militares ou viajaram para o exterior como militares (obviamente, protegidos por unidade de elite do Reino Unido).

Aproveitando a Copa do Mundo de 2018 e como forma de uma respeitosa propaganda, a seleção de futebol inglesa participou de treinamento dos comandos britânico para sentir na pele a vida de um comando.

Imaginem os jogadores brasileiros fazendo isso? NUNCA. Aqui tudo vira samba, funk e baixaria infelizmente.

Os comandos surgiram na II guerra mundial mas possuem uma origem mais antiga. Durante a I e II guerras dos bôeres unidades sul-africanas que lutavam contra o Reino Unido usavam manobras e ataques velozes para evitar o confronto direto. Durante a II guerra eles foram lembrados pelos Reino Unido e o Primeiro- Ministro ordenou que unidades similares aos comandos bôeres  fossem criados.

O SAS (leiam mais aqui) (verdadeira tropa de elite e mais operacional que os comados) e SBS surgiram mais tarde quando membros dos comandos ficavam chateados com a monotonia e burocracia do cancelamento de ataques contra os nacionais socialistas da Alemanha. Sir David Sterling era um comando e criou o SAS.

Abaixo, podemos assistir em um clima de bom humor a seleção de futebol inglesa participando do treinamento dos comandos britânico. O Brasil mais uma vez tem muito a aprender com valores e respeito por membros que protegem as fronteiras do Brasil. Devemos iniciar de alguma maneira a valorizar o certo e condenar o errado.




quinta-feira, 24 de maio de 2018

Defesa pessoal? Lutador de jiu jitsu ataca motoqueiro e é morto a tiros



Muito é comentado sobre defesa pessoa e o jiu jitsu sempre surge com um meio de defesa pessoal recomendado em debates.

Pois bem......vamos aos fatos.

Qualquer arte marcial pode ser eficaz como forma de defesa pessoal se aplicada corretamente e isto certamente foi o caso ainda mais no PASSADO. Se Hélio Gracie usou alavancas para deixar o jiu jitsu uma arte menos complicada para os mais fracos, armas de fogo deixaram os mais fracos em condições totais de igualdade com os mais fortes e sem precisar de muito desgaste físico.

Hoje em dia a melhor forma de defesa pessoal é um arma, treinamento e ser consciente do ambiente/ pessoas ao nosso redor.

Ficar prometendo que qualquer forma de luta trasforme uma pessoa comum em capaz de lutar contra qualquer um em uma briga de rua na verdade é uma mentira perigosa.

Vejamos este caso:

O lutador de jiu-jitsu, Guma Epfane Vasconcelos, de 29 anos, foi morto na manhã desta terça-feira (24) na cidade de São Domingos do Maranhão, a 387 quilômetros de São Luís. Ele era conhecido como ‘Tiago Guma’. Guma era lutador profissional faixa preta e participava de competições não-ligadas a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), que representa o país nas 
competições com os melhores atletas internacionais. 
Ele lutava em competições pela Confederação Brasileira de Lutas Profissionais (CBLP), no qual ganhou títulos mundiais no peso galo.

No filme podemos ver o faixa preta indo para cima do motoqueiro. O motoqueiro mantem o faixa preta distante com o capacete enquanto protege a arma e depois de ser agredido saca a arma e efetua os disparos.

Podemos notar o faixa preta atacando e se comportando como se estivesse em um ringue. Infelizmente, a rua passa longe de ser um ringue.

Um outro lutador de jiu jitsu comenta sabiamente o ocorrido:



Fica o alerta aos praticantes de artes marciais que acham que vivem em um ringue e querem brigar como todo o mundo. Na rua as regras seguem inexistentes muitas vezes. Defesa pessoal significa muitas vezes evitar confrontos ainda mais se o oponente anda armado e sabe que vai ser atacado. Campeonatos e movimentos bonitos poucos servem sem igualmente saber entender a psicologia da defesa pessoal. O motoqueiro que atirou no lutador segundo fontes policiais era um marginal e foi morto pelos policiais alguns dias depois.

Infelizmente, o lutador foi inocente e talvez por ser auto-confiante demais acabou falecendo por ido para cima de um desconhecido sem pensar que o outro poderia estar armado.

Normalmente comentamos aqui sobre tropas de elite e comandos mas fica um alerta a pessoas interessadas em armas de fogo e defesa pessoal: nunca subestime uma pessoa desconhecida. Tropas de elite como comandos e FE igualmente treinam defesa pessoal mas sabem que tais artes tem um potencial limitado em um combate sem regras.

Filme da briga entre o lutador e o motoqueiro abaixo.




domingo, 31 de dezembro de 2017

SAS: guerra na selva e o treinamento das tropas inglesas para o combate na selva


Quando pessoas comentam sobre guerra na selva,desinformados e desinformadas pensam que somente o Brasil possui unidades militares que operam neste ambiente operacional. Ufanismo e falta de conhecimento parecem ser a principal causa destes atos inocentes.

Selvas existem ao redor do planeta e muitos lugares possuem unidades especializadas em guerra na selva.

O Reino Unido, embora seja distante geograficamente da selva possui unidades especializadas e que operam na selva desde a II guera antes do CIGS ser criado. E para ser parte do SAS, o militar deve passar por um duro treinamento neste ambiente durante a segunda fase do processo seletivo.

As tropas inglesas possuem um dos maiores e mais significativos repertórios de experiência em combate em selvas tropicais do mundo.

Desde que se tornou uma potência naval o Reino Unido enviou tropas para projetar poder nas selvas da América Central, África, Índia, Sudeste Asiático e Oceania. Essas experiências levaram os ingleses a perceber a elevada complexidade e dificuldade de operar nesse tipo de floresta. Observando um passado recente, algumas experiências merecem destaque:

1.A tropa dos chindits, considerada a maior tropa de operações especiais da II Guerra Mundial, foi formada e liderada pelo Maj Gen Orde Wingate para lutar contra os japoneses na Birmânia.
Empregando táticas de guerrilha; quebraram o mito da invencibilidade japonesa nos combates de selva. As duas principais expedições; Operação Longcloth (1943) e Operação Thursday(1944) foram caracterizadas pelo emprego de enormes efetivos realizando infiltrações de longo alcance para operar atrás das linhas japonesas. As operações foram marcadas por marchas prolongadas em terreno extremamente difícil, realizadas por tropas com alimentação restrita e desgasta por doenças como a malária e disenteria.

2.A Emergência Malaia ( Malayan Emergency), combate de guerrilha travado
entre as tropas da Comunidade Britânica (Commonwealth) e o Exército de Libertação Nacional Malaio (Malayan National Liberation Army -MNLA), o braço armado do Partido Comunista Malaio (Malayan Communist Party-MCP), de 1948 a 1960; ao final, os comunistas foram derrotados. O SAS estava presente neste conflito

3.Confronto Malásia-Indonésia entre 1962–1966 a Malasia e a Indonésia se
enfrentaram em um conflito não declarado que envolveu tropas da Austrália,
Nova Zelândia e Reino Unido. O conflito consistiu na oposição política e armada da Indonésia à criação da Federação da Malásia que representava a manutenção da área de influência britânica na região, apesar da independência formal de suas colônias no sudeste asiático, o resultado foi favorável ao Reino Unido. O SAS participou deste conflito;

4.Apesar de estar saindo de dois conflitos desgastantes, os britânicos apoiaram seus os estados Unidos, seus aliados históricos e enviaram um modesto contingente para a Guerra do Vietnam, visando compartilhar os ensinamentos de suas experiências recentes na Oceania e Malásia.

5.A Operação Barras (Operation Barras) foi uma operação das Forças Armadas Britânicas ocorrida em Serra Leoa em setembro de 2000. O objetivo era resgatar cinco soldados britânicos do “Royal Irish Regiment” que haviam sido capturados pelo grupo miliciano “West Side Boys”. Os militares integravam uma patrulha que retornava de uma visita às tropas jordanianas integrantes da missão de paz da missão da ONU (United Nations Mission in Sierra Leone -UNAMSIL) em Masiaka no dia 25 de agosto de 2000 quando foram capturados pelos rebeldes e levados para uma área remota (Gberi Bana). Devido ao insucesso nas negociações e temendo que os militares fossem transferidos para local ignorado,
o Governo Britânico autorizou o desencadeamento do resgate que foi executado a 10 de setembro do mesmo ano. Na operação participaram O Esquadrão D do 22º Regimento do SAS (D Squadron, 22 Regiment Special Air Service) e uma Companhia do 1º Regimento de Paraquedistas ( 1 PARA). Como saldo, a Operação Barras libertou os cinco soldados capturados além de vinte e um civis sequestrados pelos rebeldes. Durante o assalto, morreram 25 integrantes da
facção e 18 foram aprisionados juntamente com seu líder, Foday Kallay e
entregues às Forças de Segurança de Serra Leoa. 1 soldado inglês morreu na operação. Nas semanas seguintes, vários rebeldes abandonaram a área e 300 se renderam ás forças da ONU (UNAMSIL).

6.Embora não seja uma área se selva tropical, os ingleses afirmaram que a
“ Green Zone” do Iraque é uma região onde eles tem aplicado constantemente técnicas, táticas e procedimentos de operações na selva,
particularmente, rastreamento, devido á densidade da vegetação. Por isso,
algumas de suas tropas tem realizado instruções no centro de treinamento
de Brunei antes de entrar na área de operações. Devido a isso, sempre tiveram uma atenção especial em manter centros de treinamento permanentes onde pudessem enviar suas tropas. Até o final de 2010 as Forças Armadas do Reino Unido possuíam três centros de treinamento de combate em selva em três continentes diferentes: British Army Training Support Unit Belize (BATSUB), em Belize; o British Army Training and Liaison Staff Kenya (BATLSK), no Quênia; e o Jungle Warfare Wing (JWW), em Brunei-ilha de Borneo.
Em 2010 o BATSUB foi visitado por dois militares do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e em seguida enviou uma comitiva para visitar a escola brasileira situada em Manaus. No ano seguinte, dois integrantes do exército inglês frequentaram o Curso de Operações na Selva em Manaus-AM.
A existência desses três centros de treinamento também serviam para projetar poder militar inglês e manter área de influência da coroa inglesa. Entretanto, os elevados custos logísticos e a evolução do cenário internacional levaram os ingleses a rever suas necessidades, levando ao fechamento do BATSUB em novembro de 2011. Naquela oportunidade, foi realizada uma grande doação de equipamentos para as Forças de Defesa de Belize (BDF-Belize Defense Forces).
Apesar do fechamento do BATSUB, os ingleses permanecem enviando tropas para realizar treinamentos nas florestas de Belize, ainda que em menor escala.
Considerando-se um escalonamento da qualidade e quantidade do aporte de meios, as forças armadas inglesas sempre priorizaram o JWW, seguido pelo BATSUB e , por fim, o BATLSK.
Segundo os ingleses, o ambiente de selva é considerado um dos mais difíceis e sensíveis para a condução de operações. Uma dessas evidências é que o curso de formação do SAS (Special Air Service - Forças Especiais Inglesas), com reputação reconhecida internacionalmente, realiza um treinamento de seis semanas na escola de Brunei; sendo o ambiente operacional em que os alunos permanecem mais tempo dentre todos (montanha, desertos, neve, dentre outros).
Cartão de controle dos alunos no BATSUB.

Jungle Warfare Instructors Course

O JWW tem suas origens no “Bush Warfare Schools “da II Guerra Mundial.
Atualmente é um centro de instrução de rastreamento e operações na selva.
Os ingleses possuem basicamente 4 módulos de instrução que foram replicados no BATSUB e no BATLSK direcionados para Operações na Selva e rastreamento. O Jungle Warfare Instructors Course tem a duração de 6 semanas. O objetivo do curso é treinar ,selecionar e capacitar oficiais e sargentos no planejamento, supervisão e condução de treinamentos de escalão até subunidades a operar em ambiente de selva tropical de acordo com as táticas e doutrinas vigentes.
No contexto atual do Exército britânico, desde 2003 houve uma redução
na ênfase no treinamento sem selva devido a natureza das operações atuais
no Afeganistão, a partir de 2008 tem sido enfatizada uma aliança na
segurança global, técnicas de rastreamento e as tropas especiais como
SAS tem priorizado treinamentos dos fundamentos como tiro e orientação
por exemplo.
O curso é dividido em várias fases distintas. O período de adaptação destina-se a facilitar a aclimatação doa militares, realização de exames técnicos individuais , instruções teóricas introdutórias e participação de um dia prático de sobrevivência na selva (Survival Day). Já na fase de desenvolvimento de habilidades iniciais o militar tem contato com a confecção de abrigos e armadilhas, orientação/navegação, módulos de tiro na selva,
transposição de obstáculos e cursos d´ água , comunicações e exercício de comando de esquadras e grupos de combate. Na fase intermediária, são
realizados exercícios de comando nível pelotão, planejamento e execução
de transposição de curso d´água com pelotão, treino de assalto(diurno
e noturno) com munição festim/real, emboscada com munição festim/
real, operações ribeirinhas (ambiente aquático). Logo em seguida tem inicio
a fase avançada do curso com a realização de patrulha de combate,
noções de rastreamento, técnicas de ação imediata, reconhecimento em
força, patrulha de reconhecimento, Exercício Desafio Chindit . O momento
mais esperado do curso é o exercício final (Final Exercise- FINEX), onde
os militares são submetidos a uma patrulha de longo alcance e longa duração
com planejamento complexo, empregando integração de diferentes formas de infiltração e de difícil coordenação e controle.
A fase de desmobilização do curso merece uma atenção especial. Os ingleses tem uma atenção especial com a manutenção do moral da tropa elevado e procuram proporcionar as melhores condições de arejamento para seus militares e alunos dos cursos e adestramentos. Em Belize, por exemplo, havia um Centro de Aventuras (Adventure Center) com excelente infra estrutura para mergulho e canoagem, além de outras áreas usadas para práticas de rapel, montanhismo
e turismo arqueológico nas ruínas maias.Vista aérea do centro de laser de esportes aquáticos do BATSUB.

Uma das grandes preocupações do Comando do BATSUB era o fato de Belize estar dentro da rota dos furacões. Anualmente, no segundo semestre várias atividades só eram confirmadas após a consulta do boletim meteorológico.

Outros Treinamentos

Além do tradicional curso de operações na selva apresentado os ingleses
conduzem cursos multinacionais (República Tcheca, Noruega, Canadá,
Alemanha, Espanha, Holanda, Austrália, Irlanda, Kênia, Polônia, Indonésia,
Filipinas, Bangladesh, Reino Unido); treinamentos para forças de operações especiais em selva (SAS, SBS,...); adestramentos para Fuzileiros Navais; exercícios básicos de Infantaria; adestramentos para Engenharia de Construção; exercícios de Comunicações nível estratégico (Comando e Controle); treinamento de desminagem e destruição de engenhos falhados; exercício de sobrevivência, evasão, resistência e extração para tripulantes de aeronaves; e adestramento de mergulho e canoagem como infiltração/exfiltração no mar.
Apesar de estarem atualmente com foco nas operações em ambiente desértico e montanhoso do Afeganistão, o Exército britânico permanece sendo um dos maiores detentores da expertise de operações e treinamento na selva. Para isso, não mede esforços em manter bases de treinamento em outros continentes
que proporcionam cursos para seus quadros e oportunidade de adestramento
para frações constituídas. O país é reconhecido internacionalmente pela sua excepcional performance nas operações recentes em selva e projeta essa imagem durante seus cursos multinacionais.

domingo, 24 de dezembro de 2017

A melhor unidade de Forças Especiais do planeta, a verdadeira tropa de elite



Muitas pessoas nos perguntam: De todas unidades de comando e Forças Especiais do planeta qual parece ser a melhor?

Nacionalismos, patriotismos e bravados militares a parte, a resposta parece ser simples e nos leva ao passado da mais antiga unidade operacional da modernidade fundada a ferro, fogo e malandragem, durante a II guerra mundial.

Sim, o SAS parece ser a melhor unidade de Forças Especiais do planeta. E os motivos parecem ser bem racionais e nada sentimentais.

O treinamento sempre ajuda mas de nada adianta sem ser posto a prova em casos reais. O SAS desde o seu nascimento esteve envolvido em casos de guerra convenconal e guerra não convencional.

Vamos resumir: Serviço Aéreo Especial (Special Air Service) (SAS) é um regimento do Exército Britânico e parte das forças especiais do Reino Unido. O regimento foi criado pelo coronel David Stirling, em África, em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial. O seu papel principal era penetrar nas linhas inimigas e atacar os aeródromos e linhas de abastecimento, no meio do território inimigo, primeiro no Norte de África e, mais tarde, no Mediterrâneo e na Europa ocupada. Stirling estabeleceu o princípio de utilizar pequenos grupos, habitualmente de apenas quatro homens, para realizar ataques - Stirling apercebeu-se de que uma equipe de quatro homens podia, por vezes, ser mais eficaz do que um uma unidade de centenas de soldados.



1- Nascida da mente anticonvencional de um tenente rebelde, David Starling, o oficial que malandramente teve que lograr e enganar oficiais convencionais que queriam impedir que SAS fosse criada, o SAS atua desde a II guerra quando lutou contra nacionais socialistas (nazistas) e fascistas italianos. O ambiente operacional de nascimento do SAS foi o deserto mas se espalhou pelos bosques, cidades e montanhas da Europa.


2- O treinamento superior de guerra na selva do SAS e guerra anticonvencional (operacional desde os anos 50 neste ambiente) levou outros lugares a criar unidades similares que foram vencedoras apesar de serem pequenas como foi o caso do SAS australiano que teve como modelo o SAS do Reino Unido. O SAS australiano combateu na guerra do Vietnam e assustou os vietcongs pela sua sagacidade e poder de combate mesmo sendo uma unidade pouco numerosa.



3- O SAS do Reino Unido combate na selva desde os anos 50 lutando contra comunistas nas selvas da Malásia e Bornéu.



4-O SAS foi a primeira unidade a tentar entender e combater os terroristas do modo que conhecemos hoje. Soldados do SAS ajudaram militares de elite da Alemanha (GSG9) a libertar inocentes das garras de terroristas durante um resgate nos anos 70.


5- Poucos anos depois durante o resgate da embaixada do Iran em Londres o SAS deu uma aula em planejamento  e de como lidar com terroristas. O SAS pensava adiante do seu tempo em contraterrorismo e o profissionalismo dos seus soldados foi decisivo para pessoas inocentes escaparem com vida. Muito planejamento antes de atirar sem saber aonde.


6- Processo seletivo com finalidade sem futilidades sem fundamento. Marchas longas, com fardo, armamento e navegando em terreno montanhoso e com pouca visibilidade. Tudo isso seguido de treinamento em guerra na selva e Sobrevivência e Evasão.

Postamos sobre o SAS no passado. Para saber mais sobre os melhores, clique aqui. 


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Diferenciando forças especiais x comandos



Pergunta comum que muitas pessoas querem saber: O que diferencia forças especiais e comandos?

Um texto curto seguindo a doutrina brasileira sobre o assunto. Bom lembrar que cada lugar tem uma doutrina e logo assim, se diferencia na maneira de classificar tais unidades.

-Comandos: O Comandos tem como missão realizar ações de captura, resgate, eliminação, interdição e ocupação de alvos compensadores do ponto de vista estratégico, operacional ou tático, situado em área hostil ou sob controle do inimigo, em tempos de paz, crise ou conflito armado, visando contribuir com a consecução de objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares. Para cumprir tais missões, o batalhão é moldado de forma a ter garantidas as seguintes possibilidades: - realizar infiltrações e exfiltrações terrestres, aéreas e aquáticas; - atuar em qualquer ambiente operacional, particularmente em regiões semi-áridas, de montanha, de planalto e de selva; - conduzir o fogo terrestre, aéreo e naval; - participar em conjunto com outras FOpEsp, de operações contraterrorismo e de guerra irregular; - realizar operações contra forças irregulares; - realizar operações de reconhecimento especial, principalmente em proveito próprio; - realizar outras operações de inteligência de combate; - assessorar outras forças quanto ao emprego dos elementos operacionais de Comandos.

Exemplos mundo afora: Comandos brasileiros, Rangers norte-americanos, Comandos ingleses.

-Forças especiais: Os Operadores de Forças Especiais são especialistas em Guerra Não Convencional, Reconhecimento Especial, Operações Contra Forças Irregulares e Contraterrorismo. Organizam-se em Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp),  podendo ser empregados em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis.
     O DOFEsp é capaz de estabelecer e cultivar laços de confiança com a população local a despeito das barreiras culturais, apoiando ou evitando uma confrontação militar formal, com repercussões nos níveis político e estratégico do conflito. Os Forças Especiais são caracterizados por serem um grupo de elite de altíssimo desempenho que cumpre missões e tarefas em áreas profundas, além das capacidades das forças convencionais. Estas frações são exclusivamente especializadas, organizadas, equipadas e empregadas de acordo com as seguintes condicionantes: - capacitação em línguas estrangeiras; - compatibilidade étnico-cultural com a região de emprego; - habilidade de percepção dos traços culturais locais; - preparação para adaptar-se ao contexto político local; - especialização em mediação e negociação; - capacitação para operar de forma autônoma em ambientes hostis, negados e politicamente sensíveis; - proficiência na coordenação interagências; e - proficiência na aplicação de avançadas tecnologias.





Exemplos mundo afora: Forças especiais do Brasil, SAS do Reino Unido, Delta force dos Estados Unidos e os boinas verdes (ambos que atuam de modo diferente sendo a Delta Force uma unidade mais secreta que os boinas verdes e criada no modelo do SAS do Reino Unido), SAS Australiano..



domingo, 12 de novembro de 2017

História das Forças Especiais: Como a Força Delta norte-americana copiou o SAS britânico

Quando muitas pessoas falam de forças especiais muitos imaginam soldados norte-americanos musculosos e em especial os boinas verdes. 
Mas quem estudou um pouco sobre a história das forças especiais sabe sobre uma outra unidade mais secreta e muito mais operacional:  a Força Delta ou  1st Special Forces Operational Detachment - Delta (1st SFOD-D) na lingua inglesa.

A elite da elite dos Estados Unidos chama-se  Força Delta e tem uma origem bem peculiar.

Muitos desinformados, deslumbrados e desconhecedores das origens das Força Delta acreditam que tal unidade veio ao mundo pronta sem falhas e com uma doutrina baseda nos boinas verdes. Vamos ajudar as leitoras e leitores a aprender mais sobre o assunto.

No início da década de 60 e 70, surgiu a necessidade de que as Forças Armadas se preparassem para a ascensão do terrorismo global que se insurgia, principalmente por causa dos movimentos radicais islâmicos no Oriente Médio. Os anos 70 foram marcados por muitos ataques terroristas e nenhuma nação naquele momento (incluindo os Estados Unidos) tinha uma unidade especializada para combater o terrorismo.

Os boinas verdes norte-americanos haviam sido utilizados no Vietnã com um certo sucesso militar assim como os Navy Seals, Rangers e patrulhas de recohecimento de longo alcance mas nenhuma destas unidades tinha o preparo para o novo tipo de guerra que o mundo moderno conheceria em pouco tempo.

Os boinas verdes tinham um processo seletivo desgastante mas muito da sua doutrina era ainda bem convencional. Generais e outros oficiais, mesmo que longe do campo de batalha, ainda comandavam militares que operavam em ambientes muitas vezes diversos dos planejados pelos generais. Uma doutrina bem convencional com ordem-unida, treinamento físico convencional e forte respeito a hierarquia ainda imperava nos boinas verdes. Muitos oficiais militares convencionais ainda recebiam uma boina verde e o comando de unidade de boinas verdes sem nunca terem participado do processo seletivo das forças especiais ou operados em ambientes hostis.

Nesta época e em um processo que dura ainda em 2017, as Forças Armadas dos Estados Unidos e do Reino Unido tinham iniciado um sistema de troca de treinamento e num desses treinamentos, o futuro criador da Força Delta, o coronel Charles Beckwith foi enviado como "Oficial de Ligação" do Exército dos EUA como um intercâmbio, para participar da seleção e do treinamento no Special Air Service do Exército Britânico. 


 Coronel Charles Beckwith foi enviado como "Oficial de Ligação" do Exército dos EUA como um intercâmbio, para participar da seleção e do treinamento no Special Air Service do Exército Britânico. Um soldado nunca sabe tudo e deve procurar saber mais sempre.  .

Beckwith havia operado no Vietnã mas viu que tinha muito que aprender. A sua mentalidade convencional de oficial foi testadas muitas vezes aonde soldados do SAS mais experientes no campo de batalha desacatavam as suas ordens. Em uma viagem a selva o oficial norte-americano fez a barba enquanto os britânicos do SAS deixavam a barba crescer para evitar cortes infeccionados. Em outro evento Charles Beckwith ao ver dois soldados britânicos do SAS sentados no solo preparando chá pouco se importando com a presença do oficial norte-americano que os advertiu para mais uma vez ser ignorado pelos soldados do SAS.

Entretanto, Charles Beckwith ficou chocado com o profissionalismo e operacionalidade do SAS que na sua metodologia nada convencional criava soldados mais operacionais que os soldados norte-americanos. O treinamento do SAS tinha sempre uma finalidade. Oficiais perdiam o poder perante soldados mais experientes e no campo de batalha o militar mais experiente era quem comandava. Os oficiais deveriam passar pelo processo seletivo sem regalias por serem oficiais. Marchas longas carregando equipamentos e navegado por terrenos montanhosos eram o teste base  sem cangurus e outros exercícios sem finalidade nenhuma.



O SAS foi o modelo a ser copiado quando os norte-americanos decidiram criar a Delta Force.

A mentalidade do SAS provava que fatos e criatividade superavam a teoria fez com que o orgulho oficial norte-americano revisse os conceitos de Forças Especiais.

Após concluir o processo seletivo do SAS e conseguir a almejada boina bege e adquirir conhecimento necessário para treinar e capacitar soldados para a nova necessidade que surgia, Charles Beckwith voltou para os EUA e sugeriu que uma unidade nos modelos do SAS britânico fosse criada. 
A Australia, Nova Zelandia e Africa do Sul andavam pelo mesmo caminho.

Charles Beckwith encontrou muita dificuldade no caminho. Os militares convencionais dos Estados Unidos ainda comandavam os boinas verdes e a mente fechada os impedia de ver os fatos. Charles demonstrou para os altos escalões das forças armadas norte-americanas a vulnerabilidade e a falta que fazia de uma unidade militar similar a SAS mas foi boicotado e ignorado por anos. A história se repetia e parecia semelhante quando o oficial David Stirling, criador do SAS durante a II guerra, sofreu dificuldades e boicotes por parte de generais e oficiais ao tentar criar o SAS.

Felizmente e depois de muitos anos, Charles Beckwith foi chamado para criar uma unidade semelhante ao SAS nos Estados Unidos. O processo seletivo para a Delta Force foi modelado no SAS totalmente.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Saiba mais sobre o Special Boat Service (SBS), os Navy Seals do Reino Unido



Você provavelmente já ouviu falar sobre o SAS, a unidade de forças especiais mais renomadas dos militares britânicos que se tornou famosa em maio de 1980 como resultado de seu envolvimento heróico no cerco da embaixada iraniana (assista um filme no cinema sobre eles. Leiam mais aqui) .

Mas o que você sabe sobre o SBS? O ramo das forças especiais da Marinha é igualmente qualificado e igualmente secreto sobre suas operações. O SBS possui como equivalente  os US Navy Seals (EUA), Shayetet 13 (Israel) e o GRUMEC (Brasil).

O SBS, ou o Special Boat Service (Serviço de Bote Especial no nosso idioma), principalmente recrutas dos Royal Marines commandos, uma parte dos militares já considerado uma força de elite. O SAS aceita militares de todas as unidades e setores, do Royal Marine Commando ao cozinheiro, MAS desde que passe no longo processo seletivo e atue como boa conduta por ano depois de receber a boina cor de areia (processo sem formaturas e pompas).

O SAS faz deste modo para manter a humildade do militar. Aceita militares de todos as unidades pois o diferencial do soldado que combate a guerra irregular é a criatividade e pensar diferente dos demais.

Apesar de sua natureza secreta, o SBS assimo como o SAS, começou durante a Segunda Guerra Mundial como uma unidade especializada do Exército treinada para realizar operações anfíbias difíceis. Os Navy Seals, Comanf e Grumec nem existiam ainda naquele tempo.

O principal papel do SBS é reunir informações sobre objetivos, determinar a direção do fogo da artilharia naval e operar como uma unidade de combate ao terrorismo marítimo.

No nascimento da unidade, os homens trabalhariam em pares, remando a terra em pequenos botes lançados a partir de submarinos para sabotar as linhas de trilho e comunicação inimigas.

Eles também plantariam minas em navios inimigos, usando a habilidade de trabalharem disfarçados e utilizar o elemento de surpresa como meio de fazê-lo.

O SBS ainda desempenha um papel ativo, embora muito secreto, nas operações militares; Eles serviram recentemente no Afeganistão e no Iraque.



Enquanto em solo afegão, os relatórios sugeriram de uma invasão da SBS aonde eles resgataram dois soldados italianos capturados pelos talibãs.

Infelizmente, em 2012, a SBS falhou em sua operação para resgatar o refém britânico Christopher McManus e seu colega italiano quando foram levados como captores na Nigéria.

Infelizmente, ambos os homens foram mortos pelos homens armados que os mantiveram.

Rivalidade
Não surpreendentemente considerando que ambas as organizações acreditam ser as forças militares de elite do mundo, existe uma rivalidade de longa data entre o SAS e o SBS.

Mas não há duvidas de que o Serviço de Barco Especial tenha que passar por um dos processos de seleção mais difíceis do planeta.

Começando com quatro semanas de testes de resistência, isso é projetado para "eliminar" qualquer pessoa sem o nível de aptidão necessário.

O teste de resistência termina em uma marcha de 40 km para ser concluída em menos de 20 horas, enquanto carrega bergens  (mochilas) pesados.

Eles também serão submetidos a treinamento da selva, que é projetado para empurrar os recrutas para os limites de sua resistência, pois eles são forçados a navegar, patrulhar e sobreviver nas densas selvas de Belize.

Provavelmente, o elemento mais difícil do processo é o curso de sobrevivência de combate de quatro semanas.

Aqui, as tropas serão ensinadas sobre técnicas de fuga e evasão antes de embarcar em exercícios onde foram "capturados" pelas tropas inimigas e submetidos a interrogatórios intensos.

Aqui, eles serão privados de comida, água e sono, colocados em posições de estresse e submetidos a explosões intermitentes de ruído, após o que serão interrogados.

Além de fornecer seu nome, data de nascimento, número de série e classificação, eles só podem responder perguntas com a resposta "Não posso responder a essa pergunta".

O estágio final de treinamento é o Curso de Treinamento em Canoas, que se concentra nas habilidades específicas do SBS, principalmente demolições subaquáticas, reconhecimento de praia e técnicas de levantamento.

O meio primário que o SBS usa para realizar suas operações secretas continua a ser a canoa.

Este pequeno barco oferece o meio perfeito para deslizar silenciosamente através da água, invisível e inaudito pelo inimigo desavisado.