domingo, 28 de outubro de 2018

Roger Waters, Stephen Fry, militares, celebridades e segurança VIP. Hipocrisia?


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Recentemete Roger Waters veio ao Brasil e foi vaiado ao mostrar enorme falta de conhecimento sobre o cenario politico do Brasil.
Stephen Fry, o ator ,gay, celebridade e "intelectual" veio ao Brasil e afirmou ser contra Bolsonaro e sua cultura "militarista". Ambas celebridade citadas, ingleses, ganham muito dinheiro mundialmente e no Reino Unido graças ao livre mercado e capitalismo.

Vamos citar alguns fatos aqui baseados no nosso trabalhdo e na vida real do nosso dia-a-dia ao proteger as pessoas.

Quem trabalha com segurança VIP sempre percebe que tais celebridades possuem um enorme esquema de segurança. Muitas dessas celebridades  na verdade contratam ex-militares de forças especiais na hora da segurança VIP. Todos membros da família real britânica e tantas outras celebridades de Hollywood podem falar de paz, amor, igualdade e desarmamento mas possuem os melhores soldados e ex-militares de forças especiais dispostas a arriscar a própria vida no intuito de proteger uma celebridade.

A feminista Meryl Streep veio ao Brasil com um time de seguranças altamente treinados que pode ter contratado um ou outro especialista local mas quem os comandava eram ex-forças especiais dos Estados Unidos.. O mesmo serve para as celebridades que citei acima (protegidas por ex-SAS/SBS) e tantas outras que falam de "abrir fronteiras e igualdade".

Stephen Fry, celebridade que ganha muito dinheiro e se comporta abertamente contra Bolsonaro, veio ao Brasil falar doquela imagem estereotipada "brasileiro simpatia, alegre, pobre e feliz". E mais uma vez destilou raiva contra militares usando palavras bonitas. Pois bem, que tal um pouco de história do Reino Unido, terra da celebridade Stephen Fry?

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A família real britânica tradicionalmente tem membros militares. O futuro rei foi um paraquedista militar. Os jovens príncipes e o atual membro da Rainha foram militares. A família real britânica sempre anda envolvida em paradas militares. Os membros da família real britânica passam por um treinamento de simulação de sequestro comandado pela melhor força especial do planeta, o SAS, que opera em ambientes hostis desde a II guerra. Escrevemos sobre esta unidade aqui, aqui e aqui. 

Iremos escrever mais no futuro sobre o SAS e SBS devidos aos pedidos de leitoras e leitores.

O mesmo SAS que deu origem as unidades de elite australianas e neozelandesas (leia mais aqui) que combateram como caçadores de comunistas na guerra do Vietnã e hoje ainda lutam combatendo de modo secreto terroristas no Oriente Médio.

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Recentemente, a princesa do militar Duque de Sussex (foto acima), foi protegida por militares e ex-militares durante uma visita a República das Fíji.

Celebra-se em grande parte do planeta (Reino Unido e outros lugares) o Remembrance day, o dia da lembrança no nosso idioma. Tal data é um dia comemorativo observado nos estados-membros da Commonwealth of Nations desde o final da Primeira Guerra Mundial para lembrar os membros de suas forças armadas que morreram no cumprimento do dever. Com um simbolismo muito bonito tais
lugares usam papoulas para lembrar os soldados mortos em batalha.

Muita ênfase é dada a II Guerra Mundial, guerra aonde o Brasil via pracinhas igualmente combateu o nacional- socialismo e fascismo. Aqui no Brasl nem lembramos deles e achamos militares seres do inferno. Queremos combater o crime com pombinhas na praia e a utopia da paz/amor enquanto os criminosos andam armados. Nossa fronteira sofre com as FARC.  Achamos que os nazistas e fascistas na II guerra nunca seriam derrotados pelos aliados e o Brasil com pombinhas, conversas vazias de amor e mundo sem fronteiras como pregam as celebridades que vivem fora da realidade.


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Nem iremos aqui citar celebridades norte-americanas em geral de esquerda que querem criticar o Brasil. Os Estados Unidos celebram intensamente os seus militares.

Aonde se encontram estas celebridades que falam mal de militares e profissionais que trabalham na segurança na hora de receber as pessoas nas suas casas? Abrem as portas para qualquer um ou filtram quem as entrevistam ou com quem falam?

O que fazem  as celebridades ao negar as ditaduras cubanas, norte-coreana e venezuelana cujo povo morre de fome e sequer tem dinheiro para comprar comida, imaginem consumir o trabalho destas celebridades que cobram caro  e que nunca escrevem um texto sobre quem realmente sofre pela falta de democracia das ditaduras de esquerda?

Roger Waters ajudou a criar o disco The Wall e quando o muro de Berlim caiu houve um show para comemorar pelo que pesquisei. Pois bem: As pessoas fugiam do lado da Alemanha Oriental (comunismo) para tentar a vida na Alemanha Ocidental (capitalismo). Quem fugia recebia tiros ou era torturado e morto pelos comunistas. O mesmo acontece hoje com quem foge de terras norte-coreanas (comunista) para terras sul-coreanas (capitalista) e pessoas que fogem de Cuba para Estados Unidos.

O que estas celebridades realmente querem com palavras bonitas mas vazias?

Achamos uma grande mostra de hipocrisia estas pessoas agora quererem opinar sobre o Brasil e o apoio do povo ao Bolsonaro sem conhecer a nossa realidade. Roger Water por sinal ganha muito dinheiro, tem segurança VIP quando viaja e aonde mora mas quer falar de fronteiras abertas ao criticar Israel, a  única democracia do Oriente Médio aonde mulheres e gays possuem direitos?

Enfim, as pessoas gostam de celebridades mas devem considerar com cuidado o que tais celebridades pregam pois as mesmas vivem fora da realidade do povo comum e se comportam com uma hipocrisia de saltar aos olhos.

Nunca afirmaremos aqui que militares ou outro tipo de pessoa devem ser cegamente idolatrados. Escrevemos sobre segurança, forças especiais e tropas de elite que no mundo real devem existir para proteger a nossa sociedade de crimes (unidades policiais) ou do terrorismo (unidades militares).

Estamos devendo aos nossos leitores e leitoras um artigo sobre as forças especiais de Israel, nação que vive no meio de inimigos mas sobrevive graças aos seus militares profissionais, muitos dos quais hoje apoiam Bolsonaro. Estamos ocupados mas o vosso pedido foi anotado.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Forças especiais da Austrália e Nova Zelândia: caçadores de comunistas na guerra do Vietnã, combatendo terroristas no Oriente Médio



Muitos leitores pensam somente na Austrália e Nova Zelândia como boas ondas para surfar, cangurus e belas praias.

Mas nos recantos da Oceania existem alguns dos soldados mais profissionais do planeta que combatem o terror desde os tempos dos conflitos na Malásia nos anos 50. Os mesmos soldados tornaram-se excelentes caçadores de comunistas na guerra do vietnã e anos depois seguiram combatendo terroristas no Oriente Médio

Special Air Service Regiment, ou simplesmente SASR ou SAS australiano, mais confundido pelas sigla SAS da força especial da qual se originou, é o Regimento das Forças Especiais do Exército da Austrália. Inicialmente era parte do 22 SAS do Reino Unido e, após a Guerra na Malásia, dividiu-se por causa do tamanho. Vem seguindo as tradições dos Comandos "Z" Special Forces da Segunda Guerra Mundial, mas toda sua base operacional vem da Força Especial Britânica  (leiam mais sobre a verdadeira tropa de elite aqui). Seu lema é "Who Dares Wins", que significa "Quem ousa vence" assim como a unidade original do Reino Unido. A SASR conta com os dois melhores campos de treinamento do mundo e muitas vezes realiza ali exercícios conjuntos com a SAS do Reino Unido e Força Delta dos Estados Unidos.

DICA: Se você nunca ouvir falar do SAS do Rein Unido (Serviço Aéreo Especial) a base de todas as forças especiais, veja este post aqui.

O Regimento do SAS australiano, formado em julho de 1957 sob a classificação de 1a.Cia. de SAS, foi a pioneira das forças especiais da Austrália. Resultou claramente das lições aprendidas na campanha da Malásia, que se desenrolava na ocasião. Em 1960, a unidade foi transferida para o Regimento Real, elemento de infantaria regular do Exército. Em 1964, voltou a ser independente, aumentou seu contingente e transformou-se no Regimento de Serviço Aéreo Especial. O 1° Esquadrão de SAS partiu para Brunei em 1965, como parte da força de contenção contra os indonésios, seguido pelo 2° Esquadrão que se encaminhou para Bornéu.

Ao mesmo tempo a Austrália envolveu-se na Guerra do Vietnã e os três esquadrões revezaram-se naquele país. Sua mais recente atuação foi em março de 2003, na invasão do Iraque pelas tropas americanas, apoiada pelos britânicos e por um contingente de dois mil soldados australianos. O SASR desenvolveu habilidades antiterroristas em 1979, quando assumiu a responsabilidade de combater incursões de praia e defender poços de petróleo da costa. A Austrália conta também com o 1° Regimento de comandos, de 350 homens, criado em 1980 em Sydney, composto basicamente por reservistas e oficiais da ativa, encarregados de executar missões de "golpe-de-mão" e tarefas especiais de assalto. Baseado em Campbell Barracks, Swanbourne, o SASR conta com um efetivo de cerca de 600 homens, organizados em seis esquadrões, sendo três de comandos, um administrativo, um de apoio operacional e um de comunicações.

A exemplo do SAS britânico e outros, não há recrutamento direto entre civis. Os métodos de seleção também são semelhantes, mas uma ênfase maior é colocada nas atividades marítimas, já que a Austrália não possui um corpo de fuzileiros navais. São três anos de treinamento árduo, onde no primeiro ano os voluntários, de acordo com as habilidades de cada um, são encaminhados para os diversas cursos de especialização; no segundo ano são aplicadas as táticas militares tradicionais, incluindo as operações especiais num ambiente de guerra convencional; e no terceiro ano habilitam-se nas operações de comando propriamente ditas e em missões num ambiente de conflitos assimétricos, contra forças não convencionais. As habilidades comuns dos membros do SAS são as operações com paraquedas mas eles também recebem treinamento de infiltração com pequenos botes, infiltração vertical, mergulho de assalto, guia de montanha, deslocamentos com veículos de longo alcance e demolição.



A participação do SAS australiano na guerra do Vietnã foi uma aula para todas as Forças especiais sobre guerra na selva. Uma unidade pequena que conseguiu eliminar muitos terroristas e teve poucas baixas.



Outra unidade muito operacional e baseada no SAS do Reino Unido é o SAS da  Nova Zelândia, SAS neozelandês ou NZSAS. O Serviço Aéreo Especial da Nova Zelândia, abreviado como NZSAS, foi formado em 7 de julho de 1955 e é a unidade de forças especiais do Exército da Nova Zelândia, outra unidade modelada no Serviço Aéreo Especial Britânico.

Suas origens remontam à Segunda Guerra Mundial e ao famoso Grupo do Deserto de Longo Alcance, com o qual os neozelandeses serviram.

O governo da Nova Zelândia afirma que o NZSAS é a "principal unidade de combate das Forças de Defesa da Nova Zelândia" e foi implantada operacionalmente em locais como a região do Pacífico, o Afeganistão e as selvas do sudeste da Ásia. Membros individuais do NZSAS receberam honras e prêmios, mais notavelmente a Victoria Cross para a Nova Zelândia, concedida ao cabo Willie Apiata. Em 2004, a unidade foi premiada com a United States Presidential Unit Citation por sua contribuição no Afeganistão.


O NZSAS recebeu o status de regimento em 2013. Tem a responsabilidade de conduzir operações especiais de combate ao terrorismo e no exterior, além de realizar o descarte de riscos químicos, biológicos, radiológicos, nucleares e explosivos para autoridades militares e civis.

Uma coisa muito interessante de unidades tipo o SAS são os constantes intercâmbios regulares de pessoal com unidades de forças especiais estrangeiras, em especial do Reino Unido e  Austrália, são conduzidos a fim de construir e manter habilidades. Os militares do SAS igualmente fazem intercâmbios regulares dentro da unidade que pertencem visando aprender diversas habilidades que podem vir a ser de utilidade.



Assim como o SAS australiano, o SAS neozelandês atuou no confronto da Malásia,  Vietnã e  Oriente Médio. Ambas unidade das Oceania defendem os interesses dos seus respectivos países mas durante atividades operacionais do Oriente Médio suportam os Estados Unido, Reino Unido e demais membros da OTAN.

Vale destacar a habilidade do SAS neozelandês em "tracking", a antiga arte de seguir pegadas/sinais e rastrear o inimigo na selva e diversos outros ambientes operacionais.

O processo seletivo do  SAS neozelandês se parece com o SAS australiano e do Reino Unido.

Atualmente parece que as Forças Armadas do Exército da Austrália foram abertas a militares profissionais de outros países mas fui incapaz de verificar este informe. De qualquer modo devemos lembrar que se isso for verdade a pessoa interessada deve aprender um outro idioma e atingir um determinado nível de inglês sem atalhos, jeitinhos e maladragem pois se comunicar faz parte de quaquer unidade de elite sendo talvez a habilidade mais importante de todas em unidades de elite que lidam com  inteligencia e contrainteligência militar.  

terça-feira, 19 de junho de 2018

Da guerras dos bôeres a Copa do Mundo de 2018: seleção de futebol inglesa participa de treinamento dos comandos britânicos



Quem viajou para fora como Estados Unidos, Reino Unido, França entre outros lugares constatou que militares tem simpatia do povo. Em terras australianas constatei que o povo  igualmente respeita os militares que combateram na II guerra e no Vietnam. Nem todos recebem o valor do militar soldo norte-americano (um dos mais bem pagos do planeta) mas em quase todos estes lugares os militares tem valor e reconhcimento.

A realeza do Reino Unido por exemplo possui um grande respeito pelos militares e os membros masculinos da realeza estudaram em academias militares ou viajaram para o exterior como militares (obviamente, protegidos por unidade de elite do Reino Unido).

Aproveitando a Copa do Mundo de 2018 e como forma de uma respeitosa propaganda, a seleção de futebol inglesa participou de treinamento dos comandos britânico para sentir na pele a vida de um comando.

Imaginem os jogadores brasileiros fazendo isso? NUNCA. Aqui tudo vira samba, funk e baixaria infelizmente.

Os comandos surgiram na II guerra mundial mas possuem uma origem mais antiga. Durante a I e II guerras dos bôeres unidades sul-africanas que lutavam contra o Reino Unido usavam manobras e ataques velozes para evitar o confronto direto. Durante a II guerra eles foram lembrados pelos Reino Unido e o Primeiro- Ministro ordenou que unidades similares aos comandos bôeres  fossem criados.

O SAS (leiam mais aqui) (verdadeira tropa de elite e mais operacional que os comados) e SBS surgiram mais tarde quando membros dos comandos ficavam chateados com a monotonia e burocracia do cancelamento de ataques contra os nacionais socialistas da Alemanha. Sir David Sterling era um comando e criou o SAS.

Abaixo, podemos assistir em um clima de bom humor a seleção de futebol inglesa participando do treinamento dos comandos britânico. O Brasil mais uma vez tem muito a aprender com valores e respeito por membros que protegem as fronteiras do Brasil. Devemos iniciar de alguma maneira a valorizar o certo e condenar o errado.




quinta-feira, 24 de maio de 2018

Defesa pessoal? Lutador de jiu jitsu ataca motoqueiro e é morto a tiros



Muito é comentado sobre defesa pessoa e o jiu jitsu sempre surge com um meio de defesa pessoal recomendado em debates.

Pois bem......vamos aos fatos.

Qualquer arte marcial pode ser eficaz como forma de defesa pessoal se aplicada corretamente e isto certamente foi o caso ainda mais no PASSADO. Se Hélio Gracie usou alavancas para deixar o jiu jitsu uma arte menos complicada para os mais fracos, armas de fogo deixaram os mais fracos em condições totais de igualdade com os mais fortes e sem precisar de muito desgaste físico.

Hoje em dia a melhor forma de defesa pessoal é um arma, treinamento e ser consciente do ambiente/ pessoas ao nosso redor.

Ficar prometendo que qualquer forma de luta trasforme uma pessoa comum em capaz de lutar contra qualquer um em uma briga de rua na verdade é uma mentira perigosa.

Vejamos este caso:

O lutador de jiu-jitsu, Guma Epfane Vasconcelos, de 29 anos, foi morto na manhã desta terça-feira (24) na cidade de São Domingos do Maranhão, a 387 quilômetros de São Luís. Ele era conhecido como ‘Tiago Guma’. Guma era lutador profissional faixa preta e participava de competições não-ligadas a Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), que representa o país nas 
competições com os melhores atletas internacionais. 
Ele lutava em competições pela Confederação Brasileira de Lutas Profissionais (CBLP), no qual ganhou títulos mundiais no peso galo.

No filme podemos ver o faixa preta indo para cima do motoqueiro. O motoqueiro mantem o faixa preta distante com o capacete enquanto protege a arma e depois de ser agredido saca a arma e efetua os disparos.

Podemos notar o faixa preta atacando e se comportando como se estivesse em um ringue. Infelizmente, a rua passa longe de ser um ringue.

Um outro lutador de jiu jitsu comenta sabiamente o ocorrido:



Fica o alerta aos praticantes de artes marciais que acham que vivem em um ringue e querem brigar como todo o mundo. Na rua as regras seguem inexistentes muitas vezes. Defesa pessoal significa muitas vezes evitar confrontos ainda mais se o oponente anda armado e sabe que vai ser atacado. Campeonatos e movimentos bonitos poucos servem sem igualmente saber entender a psicologia da defesa pessoal. O motoqueiro que atirou no lutador segundo fontes policiais era um marginal e foi morto pelos policiais alguns dias depois.

Infelizmente, o lutador foi inocente e talvez por ser auto-confiante demais acabou falecendo por ido para cima de um desconhecido sem pensar que o outro poderia estar armado.

Normalmente comentamos aqui sobre tropas de elite e comandos mas fica um alerta a pessoas interessadas em armas de fogo e defesa pessoal: nunca subestime uma pessoa desconhecida. Tropas de elite como comandos e FE igualmente treinam defesa pessoal mas sabem que tais artes tem um potencial limitado em um combate sem regras.

Filme da briga entre o lutador e o motoqueiro abaixo.




domingo, 31 de dezembro de 2017

SAS: guerra na selva e o treinamento das tropas inglesas para o combate na selva


Quando pessoas comentam sobre guerra na selva,desinformados e desinformadas pensam que somente o Brasil possui unidades militares que operam neste ambiente operacional. Ufanismo e falta de conhecimento parecem ser a principal causa destes atos inocentes.

Selvas existem ao redor do planeta e muitos lugares possuem unidades especializadas em guerra na selva.

O Reino Unido, embora seja distante geograficamente da selva possui unidades especializadas e que operam na selva desde a II guera antes do CIGS ser criado. E para ser parte do SAS, o militar deve passar por um duro treinamento neste ambiente durante a segunda fase do processo seletivo.

As tropas inglesas possuem um dos maiores e mais significativos repertórios de experiência em combate em selvas tropicais do mundo.

Desde que se tornou uma potência naval o Reino Unido enviou tropas para projetar poder nas selvas da América Central, África, Índia, Sudeste Asiático e Oceania. Essas experiências levaram os ingleses a perceber a elevada complexidade e dificuldade de operar nesse tipo de floresta. Observando um passado recente, algumas experiências merecem destaque:

1.A tropa dos chindits, considerada a maior tropa de operações especiais da II Guerra Mundial, foi formada e liderada pelo Maj Gen Orde Wingate para lutar contra os japoneses na Birmânia.
Empregando táticas de guerrilha; quebraram o mito da invencibilidade japonesa nos combates de selva. As duas principais expedições; Operação Longcloth (1943) e Operação Thursday(1944) foram caracterizadas pelo emprego de enormes efetivos realizando infiltrações de longo alcance para operar atrás das linhas japonesas. As operações foram marcadas por marchas prolongadas em terreno extremamente difícil, realizadas por tropas com alimentação restrita e desgasta por doenças como a malária e disenteria.

2.A Emergência Malaia ( Malayan Emergency), combate de guerrilha travado
entre as tropas da Comunidade Britânica (Commonwealth) e o Exército de Libertação Nacional Malaio (Malayan National Liberation Army -MNLA), o braço armado do Partido Comunista Malaio (Malayan Communist Party-MCP), de 1948 a 1960; ao final, os comunistas foram derrotados. O SAS estava presente neste conflito

3.Confronto Malásia-Indonésia entre 1962–1966 a Malasia e a Indonésia se
enfrentaram em um conflito não declarado que envolveu tropas da Austrália,
Nova Zelândia e Reino Unido. O conflito consistiu na oposição política e armada da Indonésia à criação da Federação da Malásia que representava a manutenção da área de influência britânica na região, apesar da independência formal de suas colônias no sudeste asiático, o resultado foi favorável ao Reino Unido. O SAS participou deste conflito;

4.Apesar de estar saindo de dois conflitos desgastantes, os britânicos apoiaram seus os estados Unidos, seus aliados históricos e enviaram um modesto contingente para a Guerra do Vietnam, visando compartilhar os ensinamentos de suas experiências recentes na Oceania e Malásia.

5.A Operação Barras (Operation Barras) foi uma operação das Forças Armadas Britânicas ocorrida em Serra Leoa em setembro de 2000. O objetivo era resgatar cinco soldados britânicos do “Royal Irish Regiment” que haviam sido capturados pelo grupo miliciano “West Side Boys”. Os militares integravam uma patrulha que retornava de uma visita às tropas jordanianas integrantes da missão de paz da missão da ONU (United Nations Mission in Sierra Leone -UNAMSIL) em Masiaka no dia 25 de agosto de 2000 quando foram capturados pelos rebeldes e levados para uma área remota (Gberi Bana). Devido ao insucesso nas negociações e temendo que os militares fossem transferidos para local ignorado,
o Governo Britânico autorizou o desencadeamento do resgate que foi executado a 10 de setembro do mesmo ano. Na operação participaram O Esquadrão D do 22º Regimento do SAS (D Squadron, 22 Regiment Special Air Service) e uma Companhia do 1º Regimento de Paraquedistas ( 1 PARA). Como saldo, a Operação Barras libertou os cinco soldados capturados além de vinte e um civis sequestrados pelos rebeldes. Durante o assalto, morreram 25 integrantes da
facção e 18 foram aprisionados juntamente com seu líder, Foday Kallay e
entregues às Forças de Segurança de Serra Leoa. 1 soldado inglês morreu na operação. Nas semanas seguintes, vários rebeldes abandonaram a área e 300 se renderam ás forças da ONU (UNAMSIL).

6.Embora não seja uma área se selva tropical, os ingleses afirmaram que a
“ Green Zone” do Iraque é uma região onde eles tem aplicado constantemente técnicas, táticas e procedimentos de operações na selva,
particularmente, rastreamento, devido á densidade da vegetação. Por isso,
algumas de suas tropas tem realizado instruções no centro de treinamento
de Brunei antes de entrar na área de operações. Devido a isso, sempre tiveram uma atenção especial em manter centros de treinamento permanentes onde pudessem enviar suas tropas. Até o final de 2010 as Forças Armadas do Reino Unido possuíam três centros de treinamento de combate em selva em três continentes diferentes: British Army Training Support Unit Belize (BATSUB), em Belize; o British Army Training and Liaison Staff Kenya (BATLSK), no Quênia; e o Jungle Warfare Wing (JWW), em Brunei-ilha de Borneo.
Em 2010 o BATSUB foi visitado por dois militares do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e em seguida enviou uma comitiva para visitar a escola brasileira situada em Manaus. No ano seguinte, dois integrantes do exército inglês frequentaram o Curso de Operações na Selva em Manaus-AM.
A existência desses três centros de treinamento também serviam para projetar poder militar inglês e manter área de influência da coroa inglesa. Entretanto, os elevados custos logísticos e a evolução do cenário internacional levaram os ingleses a rever suas necessidades, levando ao fechamento do BATSUB em novembro de 2011. Naquela oportunidade, foi realizada uma grande doação de equipamentos para as Forças de Defesa de Belize (BDF-Belize Defense Forces).
Apesar do fechamento do BATSUB, os ingleses permanecem enviando tropas para realizar treinamentos nas florestas de Belize, ainda que em menor escala.
Considerando-se um escalonamento da qualidade e quantidade do aporte de meios, as forças armadas inglesas sempre priorizaram o JWW, seguido pelo BATSUB e , por fim, o BATLSK.
Segundo os ingleses, o ambiente de selva é considerado um dos mais difíceis e sensíveis para a condução de operações. Uma dessas evidências é que o curso de formação do SAS (Special Air Service - Forças Especiais Inglesas), com reputação reconhecida internacionalmente, realiza um treinamento de seis semanas na escola de Brunei; sendo o ambiente operacional em que os alunos permanecem mais tempo dentre todos (montanha, desertos, neve, dentre outros).
Cartão de controle dos alunos no BATSUB.

Jungle Warfare Instructors Course

O JWW tem suas origens no “Bush Warfare Schools “da II Guerra Mundial.
Atualmente é um centro de instrução de rastreamento e operações na selva.
Os ingleses possuem basicamente 4 módulos de instrução que foram replicados no BATSUB e no BATLSK direcionados para Operações na Selva e rastreamento. O Jungle Warfare Instructors Course tem a duração de 6 semanas. O objetivo do curso é treinar ,selecionar e capacitar oficiais e sargentos no planejamento, supervisão e condução de treinamentos de escalão até subunidades a operar em ambiente de selva tropical de acordo com as táticas e doutrinas vigentes.
No contexto atual do Exército britânico, desde 2003 houve uma redução
na ênfase no treinamento sem selva devido a natureza das operações atuais
no Afeganistão, a partir de 2008 tem sido enfatizada uma aliança na
segurança global, técnicas de rastreamento e as tropas especiais como
SAS tem priorizado treinamentos dos fundamentos como tiro e orientação
por exemplo.
O curso é dividido em várias fases distintas. O período de adaptação destina-se a facilitar a aclimatação doa militares, realização de exames técnicos individuais , instruções teóricas introdutórias e participação de um dia prático de sobrevivência na selva (Survival Day). Já na fase de desenvolvimento de habilidades iniciais o militar tem contato com a confecção de abrigos e armadilhas, orientação/navegação, módulos de tiro na selva,
transposição de obstáculos e cursos d´ água , comunicações e exercício de comando de esquadras e grupos de combate. Na fase intermediária, são
realizados exercícios de comando nível pelotão, planejamento e execução
de transposição de curso d´água com pelotão, treino de assalto(diurno
e noturno) com munição festim/real, emboscada com munição festim/
real, operações ribeirinhas (ambiente aquático). Logo em seguida tem inicio
a fase avançada do curso com a realização de patrulha de combate,
noções de rastreamento, técnicas de ação imediata, reconhecimento em
força, patrulha de reconhecimento, Exercício Desafio Chindit . O momento
mais esperado do curso é o exercício final (Final Exercise- FINEX), onde
os militares são submetidos a uma patrulha de longo alcance e longa duração
com planejamento complexo, empregando integração de diferentes formas de infiltração e de difícil coordenação e controle.
A fase de desmobilização do curso merece uma atenção especial. Os ingleses tem uma atenção especial com a manutenção do moral da tropa elevado e procuram proporcionar as melhores condições de arejamento para seus militares e alunos dos cursos e adestramentos. Em Belize, por exemplo, havia um Centro de Aventuras (Adventure Center) com excelente infra estrutura para mergulho e canoagem, além de outras áreas usadas para práticas de rapel, montanhismo
e turismo arqueológico nas ruínas maias.Vista aérea do centro de laser de esportes aquáticos do BATSUB.

Uma das grandes preocupações do Comando do BATSUB era o fato de Belize estar dentro da rota dos furacões. Anualmente, no segundo semestre várias atividades só eram confirmadas após a consulta do boletim meteorológico.

Outros Treinamentos

Além do tradicional curso de operações na selva apresentado os ingleses
conduzem cursos multinacionais (República Tcheca, Noruega, Canadá,
Alemanha, Espanha, Holanda, Austrália, Irlanda, Kênia, Polônia, Indonésia,
Filipinas, Bangladesh, Reino Unido); treinamentos para forças de operações especiais em selva (SAS, SBS,...); adestramentos para Fuzileiros Navais; exercícios básicos de Infantaria; adestramentos para Engenharia de Construção; exercícios de Comunicações nível estratégico (Comando e Controle); treinamento de desminagem e destruição de engenhos falhados; exercício de sobrevivência, evasão, resistência e extração para tripulantes de aeronaves; e adestramento de mergulho e canoagem como infiltração/exfiltração no mar.
Apesar de estarem atualmente com foco nas operações em ambiente desértico e montanhoso do Afeganistão, o Exército britânico permanece sendo um dos maiores detentores da expertise de operações e treinamento na selva. Para isso, não mede esforços em manter bases de treinamento em outros continentes
que proporcionam cursos para seus quadros e oportunidade de adestramento
para frações constituídas. O país é reconhecido internacionalmente pela sua excepcional performance nas operações recentes em selva e projeta essa imagem durante seus cursos multinacionais.

domingo, 24 de dezembro de 2017

A melhor unidade de Forças Especiais do planeta, a verdadeira tropa de elite



Muitas pessoas nos perguntam: De todas unidades de comando e Forças Especiais do planeta qual parece ser a melhor?

Nacionalismos, patriotismos e bravados militares a parte, a resposta parece ser simples e nos leva ao passado da mais antiga unidade operacional da modernidade fundada a ferro, fogo e malandragem, durante a II guerra mundial.

Sim, o SAS parece ser a melhor unidade de Forças Especiais do planeta. E os motivos parecem ser bem racionais e nada sentimentais.

O treinamento sempre ajuda mas de nada adianta sem ser posto a prova em casos reais. O SAS desde o seu nascimento esteve envolvido em casos de guerra convenconal e guerra não convencional.

Vamos resumir: Serviço Aéreo Especial (Special Air Service) (SAS) é um regimento do Exército Britânico e parte das forças especiais do Reino Unido. O regimento foi criado pelo coronel David Stirling, em África, em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial. O seu papel principal era penetrar nas linhas inimigas e atacar os aeródromos e linhas de abastecimento, no meio do território inimigo, primeiro no Norte de África e, mais tarde, no Mediterrâneo e na Europa ocupada. Stirling estabeleceu o princípio de utilizar pequenos grupos, habitualmente de apenas quatro homens, para realizar ataques - Stirling apercebeu-se de que uma equipe de quatro homens podia, por vezes, ser mais eficaz do que um uma unidade de centenas de soldados.



1- Nascida da mente anticonvencional de um tenente rebelde, David Starling, o oficial que malandramente teve que lograr e enganar oficiais convencionais que queriam impedir que SAS fosse criada, o SAS atua desde a II guerra quando lutou contra nacionais socialistas (nazistas) e fascistas italianos. O ambiente operacional de nascimento do SAS foi o deserto mas se espalhou pelos bosques, cidades e montanhas da Europa.


2- O treinamento superior de guerra na selva do SAS e guerra anticonvencional (operacional desde os anos 50 neste ambiente) levou outros lugares a criar unidades similares que foram vencedoras apesar de serem pequenas como foi o caso do SAS australiano que teve como modelo o SAS do Reino Unido. O SAS australiano combateu na guerra do Vietnam e assustou os vietcongs pela sua sagacidade e poder de combate mesmo sendo uma unidade pouco numerosa.



3- O SAS do Reino Unido combate na selva desde os anos 50 lutando contra comunistas nas selvas da Malásia e Bornéu.



4-O SAS foi a primeira unidade a tentar entender e combater os terroristas do modo que conhecemos hoje. Soldados do SAS ajudaram militares de elite da Alemanha (GSG9) a libertar inocentes das garras de terroristas durante um resgate nos anos 70.


5- Poucos anos depois durante o resgate da embaixada do Iran em Londres o SAS deu uma aula em planejamento  e de como lidar com terroristas. O SAS pensava adiante do seu tempo em contraterrorismo e o profissionalismo dos seus soldados foi decisivo para pessoas inocentes escaparem com vida. Muito planejamento antes de atirar sem saber aonde.


6- Processo seletivo com finalidade sem futilidades sem fundamento. Marchas longas, com fardo, armamento e navegando em terreno montanhoso e com pouca visibilidade. Tudo isso seguido de treinamento em guerra na selva e Sobrevivência e Evasão.

Postamos sobre o SAS no passado. Para saber mais sobre os melhores, clique aqui. 


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Diferenciando forças especiais x comandos



Pergunta comum que muitas pessoas querem saber: O que diferencia forças especiais e comandos?

Um texto curto seguindo a doutrina brasileira sobre o assunto. Bom lembrar que cada lugar tem uma doutrina e logo assim, se diferencia na maneira de classificar tais unidades.

-Comandos: O Comandos tem como missão realizar ações de captura, resgate, eliminação, interdição e ocupação de alvos compensadores do ponto de vista estratégico, operacional ou tático, situado em área hostil ou sob controle do inimigo, em tempos de paz, crise ou conflito armado, visando contribuir com a consecução de objetivos políticos, econômicos, psicossociais ou militares. Para cumprir tais missões, o batalhão é moldado de forma a ter garantidas as seguintes possibilidades: - realizar infiltrações e exfiltrações terrestres, aéreas e aquáticas; - atuar em qualquer ambiente operacional, particularmente em regiões semi-áridas, de montanha, de planalto e de selva; - conduzir o fogo terrestre, aéreo e naval; - participar em conjunto com outras FOpEsp, de operações contraterrorismo e de guerra irregular; - realizar operações contra forças irregulares; - realizar operações de reconhecimento especial, principalmente em proveito próprio; - realizar outras operações de inteligência de combate; - assessorar outras forças quanto ao emprego dos elementos operacionais de Comandos.

Exemplos mundo afora: Comandos brasileiros, Rangers norte-americanos, Comandos ingleses.

-Forças especiais: Os Operadores de Forças Especiais são especialistas em Guerra Não Convencional, Reconhecimento Especial, Operações Contra Forças Irregulares e Contraterrorismo. Organizam-se em Destacamentos Operacionais de Forças Especiais (DOFEsp),  podendo ser empregados em ambientes hostis, negados ou politicamente sensíveis.
     O DOFEsp é capaz de estabelecer e cultivar laços de confiança com a população local a despeito das barreiras culturais, apoiando ou evitando uma confrontação militar formal, com repercussões nos níveis político e estratégico do conflito. Os Forças Especiais são caracterizados por serem um grupo de elite de altíssimo desempenho que cumpre missões e tarefas em áreas profundas, além das capacidades das forças convencionais. Estas frações são exclusivamente especializadas, organizadas, equipadas e empregadas de acordo com as seguintes condicionantes: - capacitação em línguas estrangeiras; - compatibilidade étnico-cultural com a região de emprego; - habilidade de percepção dos traços culturais locais; - preparação para adaptar-se ao contexto político local; - especialização em mediação e negociação; - capacitação para operar de forma autônoma em ambientes hostis, negados e politicamente sensíveis; - proficiência na coordenação interagências; e - proficiência na aplicação de avançadas tecnologias.





Exemplos mundo afora: Forças especiais do Brasil, SAS do Reino Unido, Delta force dos Estados Unidos e os boinas verdes (ambos que atuam de modo diferente sendo a Delta Force uma unidade mais secreta que os boinas verdes e criada no modelo do SAS do Reino Unido), SAS Australiano..